Trilogia da Matrix, um clássico que faz 20 anos

É o vigésimo aniversário do lançamento do primeiro filme da trilogia Matrix.


Agosto de 2019

Vinte anos depois, um bom número de cientistas, filósofos e empresários como Elon Musk começam a falar sobre a possibilidade de o universo ser uma simulação. São teorias, é claro, mas não absurdas, mas baseadas numa física muito avançada. Diz-se, por exemplo, que não há continuidade real de energia e matéria, mas que ambas funcionam de forma granular: como a pixelização de uma tela quando vista de perto. Há também aqueles que argumentam que todo o universo funciona de tal forma matemática que se parece mais com o programa de um computador gigante. Por outro lado, a teoria do universo holográfico diz-nos que toda a informação contida num determinado espaço pode ser delimitada e contida nas suas paredes, ou seja, que a informação pode ter uma estrutura dimensional e que, naturalmente, o mundo e o universo não seriam mais do que zonas de informação seccional. Outra teoria ecoa a realidade virtual e vem através dos videogames; um pouco o que sugere é que, ao ritmo a que vamos com as simulações digitais, poderá chegar um momento em que uma civilização futura ou avançada crie uma realidade virtual perfeita, como seria a nossa, a atual. Por outras palavras, esta teoria assume de alguma forma que o futuro já foi ou já é, e que somos uma simulação dessa civilização humana ultra avançada.

O assunto é complexo, mas a verdade é que hoje, vinte anos depois do filme Matrix, há muita conversa sobre ele. Mas, claro, estas teorias, que parecem muito novas, têm antecedentes na antiguidade. Há a imagem ilusória do mundo que nasce do hinduísmo e cujo princípio é conhecido como maya. Há ainda Platão, que chegou ao ponto de falar do mundo das coisas (o dos seres humanos) como uma ilusão de um céu ou universo superior, que seria o das formas ou idéias.

A trilogia criada pelos irmãos, agora irmãs, Wachowski, foi inspirada por essas idéias antigas, e também pela idéia do simulacro do pensador francês Jean Baudrillard, que fala da proliferação de signos na era moderna, onde tudo gira e se representa; a publicidade simula a realidade, a política simula o espetáculo, os chats virtuais simulam relações entre casais e sexo, ou mais: a realidade virtual simula a própria vida. O simulacro de signos é um vórtice onde tudo se encaixa, onde tudo se mistura, onde tudo vai. É por isso que The Matrix tem sido entendida como uma obra-prima da pós-modernidade, onde, precisamente, a palavra pastiche valida uma forma de fazer arte e compreender o mundo: é anime japonês, mais uma homenagem aos antigos filmes de artes marciais, mais uma adição de certas ideias filosóficas e religiosas aqui mencionadas, mais tecnologia, mais moda ligada ao sado-masoquismo de couro e látex, mais cyberpunk, mais a estrutura narrativa da jornada do herói.... A Matriz é um universo complexo, que também penetrou na narrativa transmidiática, pois a trilogia correu paralelamente aos videogames, curtas-metragens e quadrinhos que ampliaram e completaram a história central. Quanto à tecnologia, para o caso visual, a trilogia tornou famosa a chamada Bullet Time, uma técnica que consiste em quase parar a ação (mas não completamente) e assim permitir que o espectador perceba movimentos rápidos, como a famosa rota da bala em The Matrix, enquanto a câmera gira e muda a perspectiva. Os Wachowski não foram os primeiros a usar esta tecnologia, mas tornaram-na popular ao encontrar na sua trilogia a razão perfeita para a usar.

Se calcula que la trilogía de Matrix ha dado 1.633 millones de dólares en todo el mundo, nada mal para haber comenzado con un film que en marzo de 1999 no creaba muchas expectativas ante el estreno próximo de otra cinta de ciencia ficción muy esperada, Star Wars: Episode I - The Phantom Menace. La primera, es decir, The Matrix, ha recaudo en todo el mundo 463,517,383 millones de dólares. Otros números a saber: Matrix Reloaded alcanzó los 742 millones de dólares en todo el mundo, y Matrix Revolutions, la última de la trilogía y la menos exitosa, logró hacer 427 millones.

Algumas histórias flutuam no espaço e se repetem de vez em quando, quase como uma simulação que precisa se validar. Originalmente Keanu Reeves não tinha sido pensado para jogar Neo, mas Will Smith, mas ele rejeitou o papel (ele deve ter se arrependido muito). Diz-se mesmo que o papel de Neo -de Neo, atenção- tinha sido proposto a Sandra Bullock, e que se ela aceitasse, o roteiro mudaria para que a protagonista fosse uma menina. Keanu Reeves, embora ele nunca tenha sido a primeira escolha, vamos dizer que ele acabou sendo o Neo perfeito. Seu rosto, do nada e do nada, asiático, latino, caucasiano, exótico de Benetton, encaixa perfeitamente neste herói pós-moderno que traz mundos apocalípticos e virtuais. E claro, nunca esqueceremos Laurence Fishburne como Morpheus e Carrie-Anne Moss como Trinity. Sem dúvida, os três caracteres são a trindade dos tempos do simulacro.

Não perca, este mês, três filmes que vieram para ficar, para se tornar clássicos, para deixar sua marca na história do cinema. A trilogia Matrix, este mês, na Cinemax ou quando você quiser pela Cinemax GO.